Pra Iemanjá – DJ Tudo e sua gente de todo lugar

Com um tema instrumental de devoção a Iemanjá e um batuque makossa, DJ Tudo lança em compacto o primeiro trabalho com execução e arranjos da sua banda Gente de todo lugar – diferentemente de seus cinco trabalhos anteriores em que reuniu músicos e sessões de gravações em diversos países. A linguagem sonora é uma significativa soma de toda a sofisticação desenvolvida pelo músico como agente catalisador, em suas diversas correntes de pesquisa rítmica e de riqueza cultural, desde o sertão brasileiro até recantos menos frequentados do planeta.

O lado A, “Pra Iemanjá” é um jazz afro-brasileiro de DJ Tudo gravado ao vivo com ele ao baixo e Gustavo Souza (bateria e sampler), Monica Santos e Rafa Ella Nepomuceno (percussões), Rafael Martinez (guitarra), Marcelo Monteiro (flauta), Amilcar Rodrigues (trompete) e Filipe Nader (sax barítono). O arranjo do tema de percussão é de uma antiga e expressiva parceira do produtor, Simone Sou, brasileira radicada hoje na Holanda.

No dançante lado B, “Moda do Racismo – Sinhá Sereia” há uma fusão de duas modas compostas e cantadas por Dona Anecide Toledo. Os instrumentistas citados acima, juntaram-se Cesinha e Kelli Garcia (no coro e na percussão). Natural da cidade de Capivari, Dona Anecide, de 86 anos, é a mais importante compositora e intérprete do batuque paulista e é um símbolo de resistência dessa cultura na região. Bello a conheceu em 2000 na festa de São Benedito de Tietê-SP, e a partir nutriu respeito e admiração por ela.

O mundo musical de Alfredo Bello, hoje mais conhecido como DJ Tudo, baixista, produtor e pesquisador, virou há quase 30 anos de carreira, desde que largou emprego de office boy e comprou o primeiro instrumento. É bacharel em contrabaixo acústico pela Universidade de Brasília. Com trabalho de pesquisa e parceria com sua gente de todo lugar, acaba de ser contemplado pelo 26º Prêmio da Música Brasileira por “Gaia Música Vol.1”, como melhor álbum eletrônico.

Como pesquisador e criador do selo Mundo Melhor, criado há 12 anos, mergulhou fundo na cultura brasileira gravando congados, maracatus, carimbos, afoxés, banda de pífe, baianá, folias de santos, entre muitas outras tradições e lançou mais de 30 títulos. Tem um precioso acervo de mais de duas mil horas de gravações e é um trabalho único de aprofundamento no Brasil contemporâneo, de extrema importância para preservação da cultura brasileira.

Lauro Lisboa Garcia – jornalista musical

Link para ver/ouvir clips das músicas do Compacto: http://migre.me/uX09d

Opiniões sobre DJ Tudo e Pra Iemanjá

“Prá Iemanjá” – a nova e brilhante produção de DJ Tudo. Confiram” – Béco Dranoff

“Como em todos os registros feitos por Alfredo Bello em 16 anos de pesquisas, “Pra Iemanjá” o mais recente trabalho de DJ Tudo (alter ego do produtor) e Sua Gente de Todo Lugar celebra (e escancara) a inesgotável inspiração da herança africana para o melhor de nossa música popular. Impregnado de negritude rítmica e harmonias plenas de espiritualidade, o compacto – que contém as composições “Prá Iemanjá” e “Moda do Racismo / Sinhá Sereia” – é também um tributo ao canto exuberante de Dona Anecide Toledo. ‘Que beleza!’, diria Sebastião”. – Marcelo Pinheiro – Revista Brasileiros

“Alfredo Bello, aka DJ Tudo, é um dos mais destacados pesquisadores da tradição musical brasileira. Em concerto, faz conviver samplers de vozes recolhidas por todo o Brasil com o potente som de sua banda. Uns e outros são a sua gente de todo lugar. Unindo tecnologia e autenticidade, DJ Tudo viaja das capitais do mundo aos quintais do interior. Colagens sonoras de primeiríssima qualidade ou como fazer do Brasil profundo uma festa sofisticada.” – FESTIM – Festival de Músicas do Mundo de Portugal, 2011

“Cidadão do Mundo, embrenhado nos Brasis de dentro, Alfredo Bello produz música e faz discotecagens inusitadas como DJ Tudo, trazendo para as pistas ritmos incomuns e ancestrais, que registra em suas viagens, reprocessadas e recriadas contemporaneamente”- Lauro Lisboa Garcia – O Estado de São Paulo, 2010

“Ele literaliza suas conexões. Ele grava ao redor do mundo, em estúdios e na rua de três continentes: em uma única faixa há ritmo do maracatu do carnaval de Recife, Brasil, sopros, baixo e guitarra sugerindo Afrobeat, canto por Ahmet Malle em dialeto do Senegal gravado em uma viagem à África.”  Ben Ratllif, New York Times sobre Nos quintais do Mundo de 2010

DJ Tudo e sua gente de todo lugar:

DJ Tudo – baixo, sampler e voz

Gustavo Souza – bateria e sampler

Rafaella Nepomuceno – Voz e percussão

Rafael Martinez – Guitarra

Marcelo Monteiro – Sax tenor e flauta

Amilcar Rodrigues – Trompete

Filipe Nader – Sax Barítono

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